Firewall corporativo: será que a sua empresa precisa de um?

Muito além dos investimentos em CAPEX e OPEX, qualquer empresa que já esteja estabelecida precisa proteger bem as informações que transitam entre a internet e sua rede de computadores. Você sabia que um bom firewall corporativo pode resolver muitos dos problemas de segurança existentes?

O firewall nasceu no final da década de 1980 e passou por um processo de amadurecimento contínuo, assim como todas as tecnologias que o acompanharam nesse período. Nomes como Jeff Mogul, Steve Bellovin e Bill Cheswick modernizaram os conceitos em torno desse sistema, consolidando o desenvolvimento da segurança digital.

Neste artigo, você compreenderá desde o conceito de firewall até as melhores dicas de como escolher o melhor para a sua empresa. Acompanhe a leitura e confira!

O que é um firewall e como ele funciona? 

O firewall é uma solução de segurança eficiente, que faz a análise do tráfego de rede a partir de um aglomerado de instruções e regras, a fim de direcionar as operações que podem ou não ser executadas. Fazendo uma analogia simples, esse sistema é como se fosse o porteiro de um condomínio fechado que tem a incumbência de abordar os visitantes, de modo que ele questione os motivos pelos quais as pessoas estão ali de fato e se elas podem entrar ou não.

É uma barreira com o propósito de bloquear o tráfego de dados inconvenientes e liberar apenas o que é bem-vindo aos olhos do sistema, e pode ser baseado tanto em hardware como em software. O firewall pode impedir uma variedade de ações maliciosas de cybercriminosos e, dependendo da complexidade da solução, direcionar um tráfego perigoso para sistemas específicos de proteção.

Contudo, existe uma confusão de conceitos entre firewall e antivírus, por terem objetivos similares de afastar ameaças, porém, existem diferenças nas características de ambos. Embora o firewall tenha a capacidade de bloquear acesso a conteúdos, ele fica limitado quando a situação envolve e-mails e navegadores, por exemplo, sendo que o antivírus seria o responsável por cobrir essas lacunas de proteção. 

Quais são os tipos mais comuns?

Evidentemente que o firewall corporativo vai muito além de apenas uma barreira. Trata-se de um sistema que permite diversas configurações, provendo, assim, variados níveis de proteção, de acordo com a necessidade do administrador da rede.. A seguir, veja quais são os tipos mais comuns e suas principais características para impedir a entrada de dados estranhos na rede ou a navegação em sites duvidosos.

Proxy

Chamado de proxy de serviço, a missão desse firewall é impedir a comunicação direta entre a origem da emissão de dados e o destino dela, além de executar tarefas complementares tais como o registro de tráfego, o armazenamento de conteúdo e a liberação de alguns recursos. Ele é um intermediário no fluxo de informações e costuma atuar em servidores poderosos, pois lida com muitas solicitações simultâneas.

Inspeção de estado

Por meio de uma análise do tráfego de dados, em busca de padrões devidamente aceitáveis, esse tipo de barreira faz uma espécie de comparativo entre o que acontece no momento e o que se espera que aconteça. Tudo que é armazenado se torna importante ferramenta para servir como parâmetro de tráfegos seguintes, de modo que a comunicação se mantenha a melhor possível.

Filtragem de pacotes

A metodologia é muito simples, pois consiste em identificar uma lista de regras fornecidas pelo desenvolvedor e verificar as compatibilidades, permitindo ou não a entrada e saída do pacote de informações. Ele é dividido em dois tipos distintos: estático, que analisa com base nas configurações e sem levar em conta a ligação de um pacote e outro, e o dinâmico, que adapta as regras conforme a situação.

UTM 

Conhecido como Gerenciamento Unificado de Ameaças, o UTM (Unified Threat Management) tem o foco em combinar as funções de inspeção de estado, prevenção contra intrusos, filtro de conteúdo e demais serviços. Essa centralização de recursos em um só sistema costuma facilitar, e muito, a vida de pequenas e médias empresas, tendo em vista que um único dispositivo pode suprir boa parte da sua carência de segurança, além de possibilitar a gestão centralizada de todas as funcionalidades embutidas.

NGFW

O NGFW (Next Generation Firewall) é uma evolução dos UTMs, tendo a capacidade de resolver as deficiências apresentadas pelo seu antecessor por meio de avanços tecnológicos de inspeções profundas. Os recursos avançados fazem com que o NGFW reduza consideravelmente o tempo entre a detecção da ameaça e a limpeza dela com segurança.

Qual é a importância de um firewall corporativo?

O aumento da produtividade é um dos primeiros fatores observados com a implementação de um firewall corporativo, isso porque a companhia terá mais controle dos sites acessados pelos colaboradores. Com isso, é possível identificar o que foge da política de sistema da informação e apresentar os devidos feedbacks e relatórios comprobatórios para tornar o ambiente de trabalho mais focado no propósito do negócio.

Com a utilização desse tipo de sistema é possível também ter um controle importantíssimo das informações confidenciais, protegendo a organização de vazamentos que podem advir de ações de engenharia social. Mediante a esse fato, torna-se elementar o bloqueio de arquivos nocivos que possam comprometer a integridade da empresa, de funcionários e/ou revelar segredos operacionais para a concorrência.

Outra vantagem é ter uma conectividade full time, de maneira que o usuário seja monitorado constantemente, o que é perfeito para resolver alguns imprevistos. Todavia, fique de olho no firewall escolhido, porque cybercriminosos experientes podem explorar qualquer tipo de brecha de segurança (por exemplo, uma firmware desatualizada ou uma solução que já esteja descontinuada pelo fabricante).

Como escolher um bom firewall para a sua empresa?

A princípio, entenda que tudo dependerá das circunstâncias apresentadas pela empresa, uma vez que é indispensável avaliar uma série de situações antes de optar por um firewall corporativo. Por exemplo: faça o possível para pesquisar o histórico do desenvolvedor da solução, a fim de descobrir possíveis reclamações ou elogios que respaldem ou não  o que a marca se compromete a entregar.

Embora tanto o firewall de hardware quanto o de software sejam úteis no dia a dia da empresa, avalie o que é fundamental para aqueles que utilizam desktop ou notebook. Ou seja, você e sua equipe devem verificar como está a estrutura dos equipamentos da empresa e indicar o investimento conforme a precisão de cada área, tendo o objetivo de proteger os dados sem prejuízo de performance.

Todavia, lembre-se que o firewall não tem a pretensão de substituir estratégias de definição de políticas de segurança, atualização de softwares e possíveis treinamentos em torno das melhores práticas para cumprir a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). De resto, avalie os tipos de firewall disponíveis no mercado e faça um orçamento coerente para que tudo fique dentro da conformidade.

Para finalizarmos, tenha atenção à configuração das regras de filtragem do firewall corporativo, a fim de assegurar que os colaboradores não utilizem a rede nem a internet de forma indevida.

Caso queira uma consultoria em torno do assunto, procure uma empresa com uma boa dose de expertise para solucionar os principais problemas de TI.

Se você gostou do tema que abordamos e quer saber maiores detalhes para não cometer gafes, então aproveite que está aqui e solicite um orçamento agora!

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