Inteligência Artificial e Segurança da Informação: proteção ou ameaça?

Com o aumento dos crimes virtuais, a Segurança da Informação é cada vez mais importante para as organizações. No Brasil, mais de 8,4 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos foram registradas em 2020, segundo a Fortinet

Embora o volume de tentativas de ataques cibernéticos continue extremamente alto, o mais preocupante é o grau de sofisticação dessas ameaças. Os cibercriminosos passaram a utilizar tecnologias avançadas como a Inteligência Artificial (IA) para desenvolver ataques direcionados com maior chance de sucesso. Essas tecnologias têm sido usadas para ataques de spear phishing e outras atividades maliciosas.

No entanto, essas novas tecnologias não devem ser vistas como ameaças, e sim como aliadas da cibersegurança. Afinal, recursos como a Inteligência Artificial também podem ajudar a identificar e combater com muito mais rapidez e eficiência ataques de ransomware, malware, phishing e roubo de dados. Neste artigo, vamos mostrar a importância dessas tecnologias para a Segurança da Informação. 

 

O perigo das ameaças com automação e IA

Os cibercriminosos rapidamente aumentaram sua compreensão da IA e cada vez mais usam essa tecnologia para descobrir vulnerabilidades e causar mais estragos com seus ataques. Com o auxílio desta tecnologia, eles serão capazes de lançar campanhas em volumes recordes, coletando dados das vítimas em redes sociais e sites de empresas.

Segundo pesquisa da WatchGuard Technologies, 80% dos tomadores de decisão do setor preveem que os ataques com IA aumentarão a escala e a velocidade dos ataques. Além disso, 66% deles demonstram receio de que os recursos de tecnologia possam conduzir ataques que nenhum ser humano poderia conceber. 

As técnicas de inteligência artificial podem automatizar várias tarefas nos ciberataques, como processos de diálogo e pagamento com vítimas de ataques de ransomware. Por exemplo, a IA fornece ferramentas automatizadas para melhorar a seleção e priorização de alvos, evitar a detecção e responder criativamente às mudanças no comportamento de defesa. 

Além disso, nos chamados Flock Attacks (ataques de bando), redes distribuídas de sistemas robóticos autônomos permitem o monitoramento de grandes áreas e a execução de ataques rápidos e coordenados.

 

Como a Inteligência Artificial auxilia a segurança

Para combater ameaças cada vez mais sofisticadas, o uso de tecnologias como a Inteligência Artificial se mostra cada vez mais fundamental para a segurança cibernética. 

Esses recursos são extremamente úteis para a Segurança da Informação, pois envolvem respostas avançadas em tempo real com sistemas de alerta precoce, detecção de intrusão e prevenção. 

Além disso, eles são capazes de decifrar o significado de dados ocultos. Por isso, conseguem prever os resultados e mostrar problemas aos profissionais de segurança muito antes de uma violação ser sinalizada.

Por meio de análises assertivas, a Inteligência Artificial também pode ser usada para observar padrões de comportamento e identificar ameaças e anormalidades precocemente. Além disso, ela pode ser usada para analisar redes sociais e identificar ofertas maliciosas e campanhas de fake news.

 

Automação reduz tempo gasto no combate às ameaças

Depois que uma ameaça é identificada, as organizações precisam entrar em ação rapidamente, para evitar que ela se espalhe pela rede, nuvem e terminais. A velocidade da resposta aos incidentes é fundamental.

O problema é que os operadores humanos atuam com velocidade limitada na tarefa de detectar, interpretar e responder a essas ameaças. Até porque, conforme os invasores modificam as suas táticas e derrotam as ferramentas de segurança legadas, eles se movem mais fundo e rapidamente nas redes infectadas, dificultando o trabalho das equipes de TI. 

Para fazer frente a essas novas ameaças, as técnicas de inteligência artificial também são capazes de automatizar várias tarefas de segurança. Desse modo, é possível agilizar o processo de mitigação de riscos e a criação de proteções, para que ações possam ser tomadas mais cedo, economizando recursos e evitando danos.

Portanto, quando bem aproveitada, a IA tem o poder de facilitar o trabalho das equipes de segurança, economizando tempo e recursos e permitindo uma abordagem de segurança mais proativa.

 

A importância da intervenção humana

Se a IA é mais uma ameaça do que uma proteção, talvez isso dependa, na verdade, da própria inteligência humana. Afinal de contas, não há realmente inteligência em nenhum mecanismo de IA, independentemente de quantos mecanismos de ataque eles possam aprender ou de quantas anomalias são capazes de detectar. 

Um aspecto-chave da inteligência é a capacidade de conceber novas ideias ou fazer previsões, mas os motores de IA são incapazes de fazer isso. Portanto, a contextualização humana sempre será uma etapa essencial na construção de novos modelos de IA capazes de antecipar novas técnicas de ataques à segurança.

Na verdade, uma solução de segurança também requer uma boa supervisão humana para a criação de regras e o gerenciamento de exceções. Por isso, a supervisão contínua dos projetos de automação é até mais importante do que a implementação de projetos em si.

Vale notar ainda que o nível de interface humana necessário para ferramentas de IA é significativo. Afinal, a IA pode dar falsos positivos e ainda não é capaz de aprender rápido o suficiente para acompanhar a velocidade estonteante na qual os malwares evoluem. Além disso, se determinados parâmetros não foram devidamente considerados, a IA pode perder certos tipos de ataques cibernéticos.

E não pense que tecnologias avançadas como a Inteligência Artificial são acessíveis apenas para grandes empresas. Atualmente, não é mais necessário investir em soluções caras e difíceis de manter para se contar com uma solução de segurança integrada e automatizada. 

Empresas como a AIM7 oferecem esse tipo de serviço terceirizado, ficando responsáveis por todo o processo de implantação e manutenção dessa solução. Desse modo, organizações de todos os tamanhos podem contar com tecnologias avançadas e profissionais especializados, sem que para isso precisem fazer grandes investimentos em tecnologia e mão de obra.

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