O antivírus morreu? O que mudou?

Embora o antivírus seja ainda muito usado para proteger contra softwares maliciosos, muitas das ameaças mais sofisticadas atuais conseguem penetrar em suas defesas. De fato, os novos malwares passam despercebidos por 50% dos softwares, segundo estudo da Imperva. Ou seja, o antivírus tradicional simplesmente deixou de ser suficiente para conter os invasores.

Para agravar a situação, todos os dias surgem novas ameaças desenvolvidas pelos hackers para contornar as detecções feitas pelos antivírus tradicionais – o AV-TEST Institute registra mais de 350.000 novos programas maliciosos por ano. 

Para fazer frente a ameaças cada vez mais sofisticadas e numerosas, o antivírus precisou mudar e evoluir. Para isso, ele precisa recorrer ao uso de novas tecnologias, como Inteligência Artificial, Aprendizado de Máquina e Endpoint Protection. 

Neste artigo, vamos abordar as novas tecnologias incorporadas pelos antivírus tradicionais para combater malwares cada vez mais sofisticados e garantir a segurança.

 

Acompanhe a evolução do antivírus

A história do antivírus remonta ao próprio surgimento dos computadores. Esse software tem sido usado como ferramenta de segurança em quase todos os PCs desde o início dos anos 90.

Mas os antivírus mudaram muito ao longo dos anos. Embora os primeiros softwares fossem feitos sob medida e projetados para combater vírus isoladamente, hoje eles precisam evoluir para que possam combater ameaças cada vez mais sofisticadas. 

O antivírus tradicional compara ameaças maliciosas em potencial a instâncias anteriores de ameaças semelhantes. Ele usa análise de padrões, assinaturas de dados e arquivos para reconhecer arquivos maliciosos e impedir que esses arquivos infectem sua rede.

Porém, essa abordagem não é mais suficiente diante de ameaças cada vez mais agressivas e sofisticadas. Até porque os hackers não agem mais de modo isolado, mas atacam em grupos altamente organizados e com variações de malwares às vezes ainda desconhecidas. Além disso, eles também se concentram em manobras de ataque específicas, como spam, phishing, sites maliciosos e golpes em mídias sociais.

Para agravar a situação, com a migração para a nuvem, o  home-office e o aumento do número de dispositivos conectados à rede, os cibercriminosos passaram a direcionar os seus ataques para os endpoints das empresas. Até porque os colaboradores das empresas podem ser mais facilmente manipulados por práticas de phishing e engenharia social, abrindo assim, novas brechas para vulnerabilidades.

Para fazer frente a esses ataques, ter uma solução antivírus robusta e funcional é um grande primeiro passo para proteger o seu sistema. Porém, as melhores soluções antimalware atuais utilizam uma combinação de diferentes táticas e recursos para proteger desktops, dispositivos inteligentes e redes.

 

Novas tecnologias utilizadas pelos antivírus

A seguir, vamos apresentar algumas das principais tecnologias que foram incorporadas ao antivírus para torná-lo mais eficiente no combate às ameaças atuais. 

Inteligência Artificial

Novas tecnologias, como a Inteligência Artificial, também já são usadas pelos cibercriminosos para aumentar a escala e a velocidade dos seus ataques. 

Para fazer frente a essas ameaças, a IA também precisa ser incorporada ao antivírus. Ela oferece proteção de última geração contra malwares, além de detecção de ransomware e criptomineração.

O antivírus baseado em IA pode tomar decisões com base no que aprende ou experimenta. Essa ferramenta é bastante eficaz justamente porque pode usar esse aprendizado para avaliar as ameaças à rede. 

Essa tecnologia também é capaz de prever resultados, descobrir o significado de dados ocultos e fazer alertas aos profissionais de segurança muito antes de uma violação ser sinalizada. Desse modo, ela possibilita identificar e corrigir vulnerabilidades com respostas avançadas e em tempo real.

Aprendizado de máquina

Ensinar computadores a fazer algo sempre foi difícil e demorado, mas o machine learning permite que eles aprendam sozinhos e de maneira muito mais eficiente. Utilizando recursos de inteligência artificial, essa solução tem se mostrado extremamente eficaz no combate às novas ameaças.

O antivírus com aprendizado de máquina usa o seu conhecimento de programas maliciosos e benignos para analisar o código do aplicativo e decidir se ele é perigoso ou não. Além disso, ele aproveita o poder dos bancos de dados de informações conectados à nuvem para detectar softwares maliciosos. 

Endpoint Protection

O antivírus tradicional não é capaz de proteger os diversos endpoints das empresas. Por isso, muitas delas agora estão substituindo os antivírus tradicionais por um pacote de proteção para os seus diversos endpoints, chamado Endpoint Protection. 

Essa nova solução antivírus é capaz de assegurar a segurança de redes de computadores que são conectadas remotamente a dispositivos de clientes. Desse modo, o Endpoint Protection procura garantir que dispositivos como laptops, tablets, celulares sigam um nível definido de conformidade com os padrões de segurança das empresas.

 

Reforce a proteção com outras ferramentas de segurança

Portanto, o antivírus não está propriamente morto, ele apenas precisou se atualizar e buscar novos recursos e tecnologias para enfrentar as novas ameaças e proteger também os endpoints das empresas. Embora ainda necessário, ele sozinho não é mais suficiente para proteger contra invasores cada vez mais sofisticados e experientes. 

Em função disso, o antivírus precisou evoluir e se tornar uma ferramenta mais completa, como um Endpoint Protection. Além disso, ele agora também precisa contar com o auxílio de outras ferramentas. 

Para garantir a segurança dos dados, é importante ter uma boa solução de backup que permita manter uma cópia das informações em casos de perdas de dados ou problemas afins. Além disso, também é recomendável o uso de um firewall de borda com filtro de conteúdo, antivírus e IPS habilitados.

Outra vulnerabilidade muito explorada pelos hackers são as senhas, que podem apresentar diversas fragilidades. Nesse caso, o duplo fator de autenticação (2FA) pode impedir que esses criminosos invadam o sistema. Com esse recurso, o usuário precisa possuir um dado adicional e saber mais informações, criando assim barreiras para acessos indevidos de forma minuciosa.

Para encontrar a proteção mais adequada para a sua empresa e combiná-la com o uso do antivírus, é importante contar com a ajuda de um serviço qualificado e especializado em segurança da informação. Confiar em especialistas serve não somente para ter o melhor antivírus de acordo com as necessidades do seu negócio, mas traz maior agilidade para alcançar bons resultados em todos os setores.

Uma consultoria de TI pode fornecer a pequenas e médias empresas Serviços Gerenciados de proteção de dados, juntamente com um projeto de implementação e configuração desses recursos. Desse modo, garante-se o sucesso da instalação e utilização posterior da ferramenta, sem precisar fazer investimentos exorbitantes.

Se você curtiu este texto e quer ficar por dentro de outras informações para otimizar os processos na empresa ainda hoje, aproveite e solicite um orçamento agora!

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