O risco da vulnerabilidade das senhas

Quando os agentes de TI indicam que 90% das senhas são vulneráveis, na verdade, eles estão avisando que apenas 10% da confidencialidade humana ou corporativa está realmente protegida.

Continuamente estamos replicando credenciais simples, sem perceber o real risco nisso tudo. A praticidade dos hábitos arriscados pode causar às empresas e pessoas prejuízos irreversíveis.

As ameaças presentes na credencial simples

Replicar a mesma senha em múltiplas plataformas ou simplificar a sequência dos algoritmos pode facilitar as nossas rotinas, mas, ao mesmo tempo, essa postura se torna um comportamento arriscado.

Um único software pode testar milhões de combinações possíveis por segundo e, em poucos instantes, é capaz de identificar o padrão simples utilizado. Ou seja, para os hackers, a credencial simples ou comum é a mais rápida de ser violada.

Hoje a senha ainda é considerada o principal recurso para comprovar a identidade de um usuário e autenticar seu acesso. Mas será que assim os sistemas e dados estão realmente protegidos? Quando uma única credencial basta para vetar ou liberar um usuário, qualquer indivíduo ou máquina pode obter fácil acesso mesmo não sendo quem mostrou ser.

Redes sociais, e-mails empresariais e contas financeiras, quando dependem de uma única etapa de verificação, se tornam alvos de ataques cibernéticos, corrupções de acessos ou vazamentos de dados.

Nos últimos anos, ou melhor, nesses meses recentes, não é difícil encontrar exemplos de como as senhas são alvos fáceis para todos os tipos de violadores.

Senhas fortes e seguras não bastam

Nossa cultura de segurança digital precisa ser repensada e reestruturada. Transformar nossas senhas em combinações complexas é uma postura que deve se tornar frequente quanto antes.

No entanto, só essa medida ainda não basta. É necessário construir uma estrutura de verificação em etapas, pedindo mais dados do usuário, não se contentando com a entrega de uma única informação.

Liberar um acesso deve ser uma ocasião revestida de critérios e testes, por isso que ter apenas uma solicitação de senha não é uma política segura. A verificação multifator está preocupada em extrair do usuário o máximo de dados possíveis. Validar um acesso é confiar no usuário, e, sendo assim, para ser assertivo e seguro, esse processo deve ser munido de avaliações rígidas, precisas e sequenciais.

Executar a verificação em etapas é o ato de estudar o grau de autenticidade do usuário. É avaliar, de diferentes ângulos, o mesmo perfil, para só depois fornecer um acesso aberto e integral.

Este processo, no entanto, não precisa ser complexo. Ferramentas de duplo fator de autenticação, também chamadas de 2FA, podem ser facilmente implementadas nos sistemas da empresa e possuem interface amigável para o usuário, que não terá dificuldades de utilizá-las.

Confiabilidade é a palavra chave

A segurança dos nossos dados não pode depender de um conjunto de oito caracteres (mesmo que eles contenham maiúsculas, números ou símbolos). Nossa confidencialidade vale muito e espera uma política de segurança compatível com esse valor.

A senha é necessária, mas tratá-la como único fator teste, é uma decisão altamente frágil e arriscada. Quando apenas uma barreira modela o esquema de proteção, qualquer erro, por menor que seja, pode comprometer documentos inteiros.

Se a segurança é resumida àquela senha pontual, nada pode falhar. Porque, do contrário, reverter a situação será praticamente impossível ou, na melhor das hipóteses, vai exigir custos elevados de recuperação.

O gerenciamento de eventos, acessos e serviços são a base da nossa demanda online. As novas tecnologias atuam como um suporte de verificação multifacetado.

Essas novas ferramentas entregam agilidade e confiabilidade com a mesma intensidade que vivemos, trabalhamos e nos comunicamos.

Solicitar um acesso não é sobre pedir permissão, é sobre comprovar a legitimidade do usuário.

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