Proteção de Dados no Home Office

A segurança de dados deixou de ser uma necessidade resumida ao ambiente corporativo para se tornar fundamental também nas rotinas de home office.

O caderno digital de Economia do G1 já indicava um aumento de 10% em trabalho remoto como suporte administrativo, só no mês de abril de 2020. Com esses números em constante crescimento, proteger os dados acessados, armazenados e compartilhados virou tarefa dependente de uma série de tecnologias, ferramentas e processos.

Estabelecer uma estrutura confiável para que o serviço remoto aconteça sem colocar em risco clientes ou empresas, é responsabilidade bem praticada pelas novas tecnologias e intensificada através de investimentos em educação corporativa.

A preocupação com a segurança de dados no home office em 2018 já era uma inquietação frequente para 56% dos empregadores. Múltiplos canais de comunicação geram mais demanda para a segurança da informação e isso precisa receber o devido controle.

Roubo de informações e vazamento de dados são falhas resultantes de posturas humanas inadequadas, como também de sistemas computacionais vulneráveis.

Na comunicação, a segurança é resultado da unificação de procedimentos tecnológicos com uma política moral e comportamental bem estruturada. Em uma pesquisa de 2018, a Cisco apontou que 55% dos trabalhadores remotos eram mais negligentes quando lidavam com uma realidade de home office.

Mudar comportamentos é tão importante quanto modernizar sistemas e aperfeiçoar processos. A corporação precisa gerar segurança dentro e fora de suas equipes.

O trabalho em conjunto, isolado ou remoto, deve comungar das mesmas condições técnicas, seja para assegurar os dados manipulados como para proteger as informações expostas ao novo modelo de mercado ou serviço. Tudo pode mudar, mas a segurança continua dependendo de padrões técnicos mais analíticos e operacionais bem projetados.

Devo liberar o Home Office?
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Para ajudar na padronização da conduta de operações e sistemas, além de ser necessário investir em capacitação sobre comportamento de risco e ação preventiva, também é indicado o uso de novas tecnologias, como a criptografia e o DLP.

Só a promoção de segurança aumenta a geração de valor ao usuário.

Podemos entender a criptografia como uma prática baseada em estudos que garantem uma comunicação segura entre usuários. Focada em estabelecer, analisar e executar protocolos de segurança que vetem acessos indevidos a sistemas ou dados, a criptografia desenha uma linha comunicativa ainda mais criteriosa e antifraude.

Pensada para proteger documentos confidenciais, defender a integridade de dados e garantir uma melhor autenticação dos acessos, é uma tecnologia operante também em tempo real e provida de recursos contra ciberataques. Os resultados das análises da criptografia apresentam pontos de vulnerabilidades com antecedência e aplicam correções imediatas, para prevenir qualquer tipo de erro ao sistema ou violação das informações.

Outro método eficiente nativo da inteligência artificial é o DLP (Data Loss Prevention), um software de prevenção contra perda ou infração de dados. Seu objetivo é monitorar, detectar e bloquear possíveis fraudes ou ataques, que possam afetar dados sensíveis durante uma rotina de acessos, compartilhamentos e armazenamentos.

Transmissões suspeitas, extração incorreta de dados e repasse indevido de informações são evitados através da utilização dos mecanismos de DLP.

Para completar esse cenário, temos os novos parâmetros e requisitos exigidos pela LGPD, a Lei Geral de Proteção de Dados, que foram devidamente estipulados para acompanhar o uso das informações pessoais do usuário.

A cobrança pela existência de sistemas minuciosamente eficientes, seja no home office ou dentro da corporação, é para que não tenhamos descuidos fatais e irreparáveis. Em qualquer atendimento, o fornecimento de dados é demonstração de confiança por parte do usuário para com a empresa. Sendo assim, tudo deve ser feito para que essa confiança nunca seja afetada ou quebrada.

A LGPD entrará em vigor a partir de Agosto de 2020

Para reduzir o índice de danos ao patrimônio operacional de uma empresa, algumas políticas corporativas também ganham espaço no mercado. É o caso dos recursos de Bring Your Own Device ou, em tradução livre, traga o seu próprio dispositivo, que ficou mais conhecido como uma cultura BYOD. Principalmente no home office, essa solução vem reduzindo custos consideráveis com perdas ou consertos de equipamentos corporativos, durante as atividades remotas de seus colaboradores.

Mesmo nessas situações, onde os equipamentos não pertencem à empresa, é fundamental ter boas políticas para proteger a circulação de dados simultâneos. Nesse processo, há uma curadoria mais apurada das informações, onde podemos escolher e estabelecer quais dados serão habilitados para receber acesso durante o serviço remoto. Dessa maneira, o fluxo de usuário pode ser estipulado e controlado, enquanto a biblioteca geral de dados continua estrategicamente isolada e protegida. Definir limites de tempo para esses acessos remotos também ajuda no monitoramento das ações em home office.

O trabalho formatado em modelo de home office pode ser tão seguro quanto o realizado em espaço empresarial convencional. Com implementação das tecnologias certas e uma cultura corporativa bem aplicada, conseguimos evoluir processos e conduzir negócios para um avanço sustentável. Seja no serviço fixo ou remoto, as novas tecnologias encaram a segurança como uma prioridade incansavelmente garantida. Sem medo de parecer um clichê teórico ou comercial, a consciência de que proteger dados é importante porque diz respeito ao ato de proteger pessoas virou uma responsabilidade inviolável e indispensável para pequenas empresas ou grandes corporações.

 

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