Rootkit: entenda o que é e como proteger sua empresa!

Independentemente do setor de atuação, as empresas precisam ficar de olho em possíveis investidas de hackers, afinal, tudo é possível em se tratando do mundo digital. Falando nisso, você sabe o que é um rootkit?

Entre o final da década de 1980 e o início da subsequente, alguns comportamentos estranhos foram notados nos computadores da época. Porém, até então, não se sabia ao certo o que poderia ser de fato.

Atualmente, todo cuidado é pouco com ataques ransomware, spyware e, principalmente, os malwares como os rootkits.

Se você quer compreender melhor o que é e como funciona esse conceito, acompanhe a leitura e veja o quanto é importante se precaver em relação a esse tema!

Afinal, o que é um rootkit?

De maneira geral, entende-se como rootkit o que podemos chamar de um conjunto de ferramentas que permitem aos criminosos virtuais mexerem remotamente em uma máquina, seja um computador, seja um dispositivo móvel.

Em outras palavras e até utilizando a etimologia do radical em inglês (root – raiz), o hacker terá o controle administrativo da base do sistema utilizado.

Embora exista a possibilidade de utilizar um rootkit para o bem, a fim de proporcionar acesso remoto a uma determinada máquina e conferir reparos, na maioria das vezes, o que acontece mesmo é a invasão mal intencionada de pessoas que querem se aproveitar de vulnerabilidades.

É como se um ladrão pudesse monitorar tudo o que você faz na sua casa sem que você perceba de fato.

Levando em conta que os rootkits agem como verdadeiros camaleões, torna-se um tanto complexo detectá-los, sendo necessário realizar uma varredura manual ou por meio de programas específicos.

Todavia, apesar de haver diversos tipos de ameaças nesse formato, os tipos mais comuns de rootkits são aqueles que atingem o modo de usuário, os drivers e a memória.

Como atua o rootkit?

Existe um leque de possibilidades para os hackers instalarem rootkits, no entanto, boa parte dos ataques envolvem estratégias de phishing ou outros fundamentos de engenharia social.

No Windows, por exemplo, o software malicioso modifica e anula as tarefas de memória, causando aquelas infindáveis mensagens de erro que tiram a paciência de qualquer pessoa.

Pode acontecer também desse malware alterar operações legítimas, esconder-se nas varreduras e até mesmo criar ameaças que sirvam para despistar a ação dos antivírus.

A partir disso, os atacantes cibernéticos podem cometer seus crimes sem serem notados, possibilitando implantar códigos que dêem  acesso às senhas, aos nomes de usuário e às informações sigilosas — o que é de grande perigo para as empresas.

Em uma máquina infectada, os hackers podem também acessar arquivos de log e espionar as ações do usuário, algo que pode ser utilizado para ativar outros tipos de malwares e roubar dados que sirvam como moeda de troca.

Embora seja comum a entrada de rootkits por intermédio de e-mails maliciosos, páginas com mensagens para downloads falsos também são caminhos para os criminosos digitais.

Quais são os exemplos mais conhecidos?

Durante a história, inúmeras situações de ataques por meio de rootkits foram noticiadas, sendo que pessoas, empresas e até governos já ficaram à mercê de espertinhos que utilizam um recurso assim.

A seguir, confira alguns dos casos mais famosos em torno desse tipo de estratégia de malware.

Flame

Descoberto em 2012, o Flame é direcionado para computadores com sistema Windows, cuja missão é de ser usado em ciberespionagem no Oriente Médio.

Por meio da área local (LAN) e dispositivos USB, esse rootkit ao adentrar na máquina pode capturar tela, gravar áudios, detectar o que é digitado no teclado, entre outros fatores que deixam vários países em alerta.

Stuxnet

Conhecido por derrubar uma fração da instalação de enriquecimento de urânio iraniano em 2010, o rootkit nesse caso ocultou vários processos de arquivos e, com isso, tornou-se quase impossível detectar o ataque.

Mais de 1.000 máquinas na usina nuclear de Natanz foram infectadas na época, sendo que tudo isso ocorreu mediante a ação de conectar um “inocente” pen drive.

ZeroAccess

No caso desse rootkit, que foi descoberto em 2011, a intenção é espalhar um bot de mineração de bitcoins ou uma forma de fraude por meio de clique simples do usuário, sendo que ele pode ser distribuído de várias maneiras.

No ano de sua descoberta, estima-se que tenha infectado mais de 2 milhões de computadores, arrecadando a incrível marca de 100 mil dólares por dia só com engenharia social.

Scranos

Sendo mais recente, o Scranos foca na obtenção de dados por meio de sistemas de pagamentos de alguns serviços muito consumidos, tais como o Airbnb, Amazon e, até mesmo, o Facebook.

O funcionamento é prioritário em computadores, no entanto, os hackers também usam e abusam de seus conhecimentos para infectar dispositivos móveis.

De que forma é possível remover e prevenir os rootkits?

Mesmo que seja uma tarefa árdua encontrar os rootkits, existem formas eficazes que podem trazer um certo alento aos usuários e fazer com que a companhia tenha mais tranquilidade.

Em caso de suspeitas, o primeiro passo é procurar os sinais típicos de infecção do sistema, tais como a performance demorada, memória RAM baixa, data e hora incorreta, entre outros vestígios.

É imprescindível que você mantenha na empresa uma política de segurança da informação e instrua os colaboradores para que sejam cautelosos com e-mails, sites, programas e conexões de dispositivos externos.

Claro que é aconselhável também manter sempre o sistema operacional atualizado e fazer, pelo menos, três backups em dois tipos de armazenamento diferentes. 

De toda forma, preocupe-se com a instalação de um programa antivírus capaz de cuidar de malwares, trojans, ransomware, rootkits e demais ameaças, de modo que as varreduras sejam completas e identifiquem possíveis danos na máquina com antecedência.

Sendo assim, levando em conta que os perigos digitais podem aparecer disfarçados, todo cuidado é pouco para lidar com os dados da empresa.

Para finalizarmos, se você pensa em encontrar a solução ideal para afastar de vez esse ladrão de informações que é o rootkit, invista em produtos de qualidade, a fim de proteger as máquinas e proporcionar uma boa performance.

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