Tendências de soluções de backup e disaster recovery para 2022

O aumento da ocorrência de desastres naturais em todo o mundo em 2021 expôs a grande vulnerabilidade das empresas em relação a interrupções incontroláveis em seus hardwares e instalações. Um desastre natural pode ocorrer em qualquer lugar e na forma de incêndios, inundações, furacões, tempestades, terremotos e relâmpagos. Esses incidentes podem causar tempo de inatividade e prejuízos significativos para as empresas.

No entanto, à medida que as empresas digitalizam mais processos, adotam o home office e expandem os ambientes de TI, a execução de um plano robusto de backup e disaster recovery pode se tornar uma tarefa cada vez mais desafiadora. Nesse cenário, é importante que os profissionais de segurança de TI se preocupem não apenas com a proteção contra ciberataques, mas também com a resiliência de sua infraestrutura de TI e a segurança de seus dados.

Neste artigo, mostraremos algumas tendências de backup e recuperação de desastres que poderão ajudá-lo a fazer a proteção de seus sistemas e dados com mais eficiência e facilidade em 2022.

  1. Condições climáticas nos últimos anos favorecem desastres

As mudanças e eventos climáticos cada vez mais extremos causaram um aumento nos desastres naturais nos últimos 50 anos, segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM) e o Escritório das Nações Unidas para Redução do Risco de Desastres (UNDRR).

As mudanças climáticas e a agitação social colocaram a necessidade de recuperação de desastres em primeiro plano no setor de TI. O planejamento de Disaster Recovery não considera mais a possibilidade de um desastre como uma hipótese remota, pois os desastres se tornaram uma ameaça cada vez mais comum às operações de negócios.

Com a taxa crescente de eventos climáticos severos em todo o mundo, as soluções de backup e disaster recovery continuarão a ser uma tendência importante em 2022. As empresas deverão gastar mais em DR e procurarão opções de implantação mais flexíveis para proteção de seus dados e sistemas. Para isso, elas devem assumir estratégias como replicar cargas de trabalho locais para a nuvem ou criar clusters failover capazes de replicar dados de um nó para outro, sejam eles locais ou em nuvem.

  1. Aumento da necessidade de proteção de dados para garantir a conformidade com a regulamentação

À medida que os dados se tornam o ativo mais valioso para muitas empresas, os governos de todo o mundo respondem com leis de proteção de dados cada vez mais rigorosas, como a nossa LGPD. Diante disso, uma tendência para 2022 é que os planos de recuperação de desastres de ponta serão construídos em torno da privacidade e segurança dos dados.

Outra tendência é que os governos aumentem o foco na soberania de dados e criem regras para mantê-los dentro das nações ou de um determinado espaço físico. Algumas pessoas poderão considerar essas medidas obstáculos, mas muitas outras as verão como positivas, pois colocam a privacidade dos consumidores no centro da estratégia de negócios.

Portanto, é cada vez mais importante que as empresas prestem atenção em como e onde os seus dados são armazenados. Além disso, elas devem procurar fazer parcerias com provedores de serviços em nuvem que estejam na vanguarda das tendências de soberania de dados.

Para evitar a inatividade e outros riscos associados, também é fundamental que elas contem com soluções de armazenamento de dados imutáveis. Esses recursos garantem a cópia e a disponibilidade imediata de dados, de modo que nem mesmo os ransomwares sejam capazes de modificá-los ou eliminá-los. Esse cuidado é importante porque os ataques cibernéticos mais sofisticados agora podem criptografar tanto os arquivos como os pontos de recuperação das informações.

  1. Proteção reforçada contra-ataques de ransomware

O ransomware continua a ameaçar a segurança de empresas de todos os tipos e tamanhos. De acordo com o Annual Threat Monitor Report 21, os ataques de ransomware dispararam 93% em 2021 e não mostram sinais de desaceleração. Portanto, a infraestrutura tanto local quanto na nuvem deve ser construída tendo a segurança cibernética como prioridade.

Ao longo do ano, a segmentação se tornou cada vez mais focada em determinados setores. Globalmente, houve um aumento significativo de ataques à indústria. A CBC relata que no Canadá, em 2021, os ataques de ransomware  focaram as empresas  que fornecem infraestrutura e serviços críticos, como instituições médicas, fornecedores de energia e fábricas.

Dada a lucratividade gerada, os especialistas em segurança preveem que os casos de ransomware continuarão a crescer em 2022. De acordo com fontes do Tesouro dos EUA, os pagamentos de ransomware em 2021 podem ser superiores ao valor total pago em toda a última década.

Para lidar com esses desafios, as soluções de Backup as a Service (BaaS) e Disaster Recovery as a Service (DRaaS) se concentrarão no armazenamento de dados imutáveis. Outra medida fundamental contra o ransomware é impedir que os cibercriminosos bloqueiem, criptografem ou excluam dados. Para isso, recursos de segurança nativos, como proteções anti-ransomware, se tornarão cada vez mais desejáveis.

  1. Proteção de dados contínua

Janelas menores de Recovery Time Objective (RTO) e Recovery Point Objetive (RPO) estão se tornando mais importantes do que nunca. A proteção contínua de dados (CDP), também chamada de backup contínuo, faz backup de um sistema sempre que você faz uma alteração. Essa abordagem é mais eficiente do que o backup em intervalos de tempo programados, como soluções baseadas em instantâneos.

Uma vantagem óbvia é que a proteção de dados contínua (CDP) tem um objetivo de ponto de recuperação X. Isso significa que, se ocorrer um desastre, você terá todos os seus dados até aquele ponto X – e não precisará voltar e preencher os dados ausentes desde o último backup.

Apenas ter um plano de recuperação de dados não garante que os seus dados estarão seguros. Para isso, é crucial que você teste os cenários de recuperação com a sua equipe ou com a sua empresa parceira de Disaster Recovery as a Service. Afinal, a tecnologia está melhorando, mas fazer simulações de desastres e treinar bem a equipe são medidas fundamentais para melhorar a preparação.

  1. Armazenamento em camadas

Outra tendência do Backup como Serviço é o armazenamento em camadas. Embora isso não seja bem uma novidade, as soluções em nuvem agora movem dados automaticamente entre camadas, eliminando o trabalho manual. Essas soluções de backup também contam com recursos de imutabilidade, resiliência e capacidade de recuperação.

Outro benefício significativo do armazenamento em camadas é a economia de custos. Afinal, esse recurso possibilita maior controle sobre o tamanho dos backups dos dados que precisam ser mantidos em longo prazo, tornando-os acessíveis quando necessário.

  1. Proteção em multicloud híbrida

Se os últimos anos nos mostraram alguma coisa, é que os desastres vão acontecer. Porém, nós não podemos prever quando nem qual será esse desastre. Eventos climáticos extremos, fraquezas de infraestrutura obsoletas, pandemias, problemas na cadeia de suprimentos – de onde se originará o próximo desafio?

Mesmo as grandes corporações não estão imunes. No ano passado, o Facebook e as suas plataformas sofreram uma interrupção global que deixou os serviços inacessíveis para todos os usuários, incluindo as comunicações internas. Em dezembro, a Amazon Web Services (AWS), fornecedora líder de tecnologia de infraestrutura em nuvem, sofreu uma interrupção que afetou as principais empresas globais que dependem da base da AWS.

Portanto, ao criar sua estratégia de backup e recuperação de desastres, é melhor presumir que você não é capaz de prever o que enfrentará. E a melhor maneira de se proteger contra essa imprevisibilidade é diversificar.

Muitas empresas estão vendo vantagens em trazer de volta algum armazenamento local para os seus dados de missão crítica, mantendo sistemas baseados em nuvem para armazenamento em massa e dados arquivados. Essa solução de nuvem híbrida aborda os problemas de soberania de dados e fornece proteção moderada contra o tempo de inatividade devido a quedas de energia e interrupções de conectividade.

À medida que a computação em nuvem se torna popular, as empresas podem lidar com vulnerabilidades na adoção de uma nuvem única. Para evitar esses problemas, um modelo multicloud dará a você a flexibilidade de escolher o melhor fornecedor para cada aplicação. As infraestruturas AWS, Microsoft Azure e Google Cloud Platform (GCP) podem permitir redundância se um grande player sofrer uma interrupção.

Saiba mais sobre Disaster Recovery as a Service

Uma solução de backup e recuperação de desastres está integrada com recursos abrangentes de segurança cibernética. Tendo como diferencial o aprendizado de máquina de última geração, ela permite uma recuperação rápida e confiável de seus aplicativos, sistemas e dados em qualquer dispositivo, local ou em nuvem, diante de qualquer incidente.

Na AIM7, você pode contratar uma solução de backup em nuvem já com o recurso de Disaster Recovery no formato “as a Service”. Desse modo, você não precisa mais se preocupar com todo o processo de implantação e manutenção da solução, já que esses serviços são realizados pelos nossos profissionais altamente especializados, além do fato de a mensalidade ser bastante acessível. Com esses recursos, empresas de todos os tamanhos podem contar com tecnologias avançadas e profissionais capacitados, sem que para isso precisem fazer grandes investimentos em tecnologia e mão de obra.

Entre em contato conosco para saber como podemos proteger proativamente os seus dados contra ameaças modernas.

 

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