Como criar uma política de segurança da informação na sua empresa

Sabemos muito bem que a informação é um dos ativos intelectuais mais valiosos em qualquer nicho de atuação, não é verdade? No entanto, você costuma colocar em prática a política de segurança da informação (PSI) no dia a dia da sua empresa?

Na hora de investir em segurança da informação, oriente-se sobre o modo como a estrutura de dados da organização foi configurada, mas sempre tomando como base as normas representadas pela família  ISOs 27000, BS7799 e outras, cujo propósito é zelar pela segurança digital.

Neste artigo, você terá o esclarecimento que deseja em relação ao tema, desde o conceito até dicas de como implantar essa política na empresa. Confira!

O que é uma política de segurança da informação?

Podemos definir a política de segurança da informação como um conjunto de técnicas e boas práticas, tendo como finalidade o uso seguro dos dados que circulam na empresa. De maneira geral, é uma espécie de cartilha ou manual que designa as ações mais relevantes para assegurar as informações utilizadas nas organizações, cuja confiabilidade deve ser a melhor possível.

A área de TI ganhou destaque nas empresas devido à democratização dos meios de consumo da internet, só que muitos dos profissionais do setor não consideram a significância do PSI na rotina de trabalho. Essa política serve como uma norma estruturada e que deve ser aplicada em todos os departamentos, de modo que seja possível evitar os riscos de má utilização dos recursos tecnológicos.

Por que esse conceito é importante na empresa?

A princípio, vale considerar que a política de segurança da informação é fundamental para garantir total integridade dos sistemas usados na empresa, afinal, muito além de estabelecer um ambiente virtual seguro, isso garante que você tenha o controle necessário para executar as devidas estratégias. Com esse conceito implantado na companhia, você pode prevenir e responder quaisquer ameaças.

Formalizar o documento referente à PSI tem o intuito de preservar a integridade dos dados armazenados, assegurar sua disponibilidade entre as pessoas e, ainda, indicar como os dados são e devem ser utilizados. É uma política indispensável para evolução da empresa, pois administra as emergências de forma contingencial e oferece um meio de manter os dados mais valiosos afastados de qualquer tipo de vazamento.

Quais são os maiores perigos para a segurança da informação?

Todo cuidado é pouco quando se trata de internet, afinal, nem todas as pessoas que ali estão são bem-intencionadas e muitos hackers podem se aproveitar de brechas para extorquir as empresas. A seguir, você terá um apanhado geral de alguns dos principais perigos que podem tirar o sono de vários gestores responsáveis pela tecnologia da informação.

Ransomware

À primeira vista pode até parecer só mais um nome estranho que pertence ao mundo da internet, mas se trata de um grande malefício para as estratégias empresariais. O ransomware se trata de um vírus que tem a capacidade de tornar inacessíveis os dados de um equipamento. Sabe aqueles links duvidosos nos quais muita gente acaba clicando? Pois bem, eles podem infectar as máquinas e explorar vulnerabilidades.

Existem dois tipos de ransomware: o locker, que impede o acesso ao equipamento infectado, e o crypto, responsável por limitar o acesso aos dados armazenados e criptografá-los. Visando não ter que desembolsar dinheiro ou criptomoedas para solucionar o problema, lembre-se que é imprescindível impedir ou minimizar o impacto do ransomware, mantendo todos os softwares, incluindo o  sistema operacional vigentes e devidamente atualizados. Além disso, contrate uma boa solução de proteção de borda (firewall) e configure seu antispam para evitar e-mails de phishing, principal vetor de disseminação deste tipo de malware.

Phishing

Geralmente por intermédio de e-mails maliciosos, o phishing consiste na prática desonesta de obter informações pessoais, que posteriormente serão utilizadas em fraudes e golpes. Os cybercriminosos aplicam essa estratégia para burlar sistemas a partir do compartilhamento de dados relevantes pessoais ou empresariais, tais como senhas de acesso, numeração de cartões de crédito, documentações etc.

Muitas vezes o phishing passa despercebido pelos usuários da rede, pois os hackers buscam meios de trabalhar nas necessidades e fraquezas do público. Um exemplo  é disfarçar a existência da ação prejudicial em páginas falsas de organizações respeitadas. Por isso, leve em conta as recomendações de confrontar as URLs exibidas no navegador se é realmente aquela que deveria aparecer, desconfie da procedência da mensagem e perceba possíveis erros gritantes de gramática.

Worm

Ao contrário dos vírus, que necessitam de um programa ou sistema operacional ativo infectado para se alastrar pela máquina, causando diversos danos e infectando arquivos, o worm tem a capacidade de entrar no sistema e efetuar várias cópias de si mesmo. Eles são softwares maliciosos que agem de forma autônoma e podem se propagar sem qualquer ajuda — algo que representa um imenso perigo organizacional.

Assim como acontece com um vídeo que é compartilhado milhares e milhares de vezes na internet, os worms têm uma velocidade de infecção imensa e podem quebrar a segurança de sistemas complexos em questão de segundos. O objetivo de golpistas que usam esse recurso é se apoderar mais facilmente de dados relevantes das empresas, por isso torna-se essencial manter seu antivírus atualizado.

Como implementar a PSI na organização?

Num primeiro momento faça um bom diagnóstico dos dispositivos utilizados na empresa, levando em consideração os níveis de acesso necessários em cada um deles e a política de segurança ideal, de acordo com a situação. É imprescindível que você use três grandes pilares de segurança: confidencialidade, disponibilidade e integridade.

Sendo assim, determine quais são as pessoas autorizadas que dispõem de permissão para acessar dados confidenciais, evitando que informações privilegiadas caiam em mãos erradas e virem armadilhas futuras. Só que, embora seja crucial a hierarquização de acessos, a colaboração parte de todos que estão envolvidos no processo. Por conta disso, realizar treinamentos para todos os colaboradores de modo a  esclarecer as novas regras podem facilitar muito.

Mapeie as necessidades da empresa e classifique as informações conforme o nível de importância para o planejamento estratégico, porque com essa organização fica mais simples se precaver de possíveis ameaças. A elaboração de normas, políticas de senhas e gestão de firewall para regulamentar a utilização de softwares, envio de e-mails e compartilhamento de arquivos é de suma importância no dia a dia empresarial.

Por fim, ao implantar uma política de segurança da informação, não abra mão de contar com a expertise de uma empresa especializada no assunto. Profissionais acostumados com situações assim podem oferecer soluções para reforçar a proteção dos dados, monitorar falhas e orientar os gestores para tomar decisões qualificadas.

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Mauricio Incelli
Mauricio Incelli
Diretor de TI na AIM7. Profissional com mais de 25 anos de experiência no setor de tecnologia e segurança da informação.

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